Corporeidade


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O corpo que queremos?

A cada dia somos bombardeados por milhares de informações que vêm de várias formas, jornais, revistas, TV, rádio, propagandas em outdoors e internet. A informação chega com muita rapidez ao seu alvo e acaba contribuindo para afirmar padrões culturais.
Vivemos hoje em uma sociedade que impõe muitos padrões, que diz o que é bonito, o que é feio, o que fica bem e em quem fica bem. Todas as pessoas são vítimas desses padrões, no entanto, as mulheres são as mais atingidas pelas exigências culturais. Nesse processo, afirma-se que o padrão de beleza a ser seguido imposto é a do corpo magro, sarado, malhado, como o das famosas que vemos na TV, nas revistas, estampando uma verdadeira vitrine humana, expondo seus corpos como objetos e sendo ainda invejadas pelas “simples mortais”.
Esse culto ao corpo gera em grande parte das mulheres, principalmente nas meninas que estão se tornando mulheres, o desejo de se tornarem perfeitas, o que traz uma série de conseqüências. Meninas cada vez mais jovens, incentivadas por padrões culturais, buscam esta perfeição e para alcançarem o corpo que se afirma culturalmente como padrão, se tornam vítimas dos transtornos alimentares. Deveríamos nos questionar: por que as meninas são tão influenciadas, ou mesmo por que se deseja subordinar todas nós mulheres a um único padrão? E ainda: precisamos cultuar certas formas estéticas e tomá-las como referência de nossas vidas?
 Muitas vezes admiramos aqueles que aparecem na mídia, em festas elegantes, com carros importados, roupas de milhares de dólares, parceiros belíssimos e tomamos essas pessoas como heróis ou heroínas. E numa tentativa de termos também uma vida parecida, uma vida com todo aquele glamour, não medimos esforços para ficarmos perfeitas como os heróis que vemos na TV, esquecendo até mesmo da nossa saúde, do nosso bem-estar.
Dizer que todos deviam se aceitar do jeito que são é fácil. No entanto, quando a cultura sinaliza ao contrário, essa afirmação tende a cair no vazio.
Diante do exposto, é importante refletirmos sobre qual deve ser o papel da educação escolar diante dos imperativos culturais que procuram subordinar nossa corporeidade a padrões que não valorizam a diversidade estética.


ALUNAS: Fernanda Marcelino, Nathália Lamego, Thaís Rezende, Thaís Pachiel